domingo, 10 de junho de 2018

Ronaldo Azeredo: poesia visual – por Antonio Riserio, 1977

Ronaldo Azeredo: poesia visual 


Desde cedo nos habituamos a reconhecer apenas na escrita verbal a capacidade de dar expressão a ideias, emoções, desejos, etc. O signo figurativo e o signo sonoro parecem inaptos, amputados ou incompletos. No entanto, uma cor nos descansa, um acorde nos entristece, nuvens escuras indicam precipitações pluviais, etc, etc. Antes de topar com novas terras, Cabral sabia que elas estavam à sua frente pela leitura de signos indiciais desta proximidade: sargaços, águas esverdeadas, etc. E se pensamos bem, os signos não-verbais são plenamente adequados à comunicação. O que não se pode exigir é que cubram o mesmo espaço informativo da linguagem escrita, já que se tratam de sistemas distintos. De resto, a poesia de nossa época, enfatizando a visualidade, não cessa de exibir as virtudes expressivas dos signos semióticos. 

É o caso, por exemplo, da produção poética de Ronaldo Azeredo. Ronaldo nasceu no Rio de Janeiro em 1937. Nesse mesmo ano, em Seattle, o compositor John Cage, apóstolo do Acaso, fazia uma palestra visionária sobre o futuro da música, pondo em relevo a dialética “ruído x som musical”. O que uma coisa tem a ver com a outra, logo se verá. Em sua fala, Cage afirmava que o som de um caminhão a cinquenta milhas por hora, o ruído de uma queda de chuva ou os chiados de estática radiofônica no intervalo entre ondas emissoras, deveriam ser utilizados em composições musicais. Mas não como “efeitos sonoros” e sim como instrumentos. E concluía: “Se a palavra “música” é sagrada e reservada a instrumentos dos séculos dezoito e dezenove, podemos substituí-la por um termo mais significativo: organização do som.“ Obviamente, a formulação cageana, embora brotando no campo específico da música, permaneceria válida se aplicada a outros ramos da criação estética. E isto sempre que novos materiais e elementos fossem incorporados à fatura de obras artísticas. 

Aqui, entra Ronaldo Azeredo. Esperneando a milhares de quilômetros de distância, numa maternidade carioca, Ronaldo nascia sob o signo de uma nova era estética anunciada por Cage. Poeta, sim, mas sem nunca ter escrito versos. E se a palavra “poesia” é sagrada e reservada a materiais poéticos de séculos passados, usemos o “termo mais significativo” de Cage, adaptando-o ao contexto: “organização da linguagem”. Ronaldo, mutante estético, é, como diria Décio Pignatari, um designer da linguagem. Há, todos sabem, um rebanho de críticos e literatos que deseja enfiar o poema numa camisa-de-força, reduzindo-o aos recursos limitados da máquina datilográfica. Mas Ronaldo já nasceu sabendo que o poema não depende necessariamente da dupla papel-caneta, podendo ser feito de palha, pano, acrílico ou sisal. Como disse Mário Faustino, a poesia é um pássaro versátil e nada “snob”, capaz de fazer seu ninho em qualquer canto. 

Se nunca redigiu versos, Ronaldo também jamais se manteve confinado ao código verbal. Partiu para arranjos poéticos construídos de letras, palavras, traços, riscos, sinais, desenhos e fotos. Em seus trabalhos, atrai, mescla e atrita códigos diversos, afastando-se totalmente, em alguns casos, da escrita verbal, para estruturar signos semióticos. Aliás, ele quer fazer da semiótica uma ótica total: o olho produtor cria e o olho receptor capta. Pensamento plástico. E não é por mero acaso que Alfredo Volpi têm contribuído para a edição de muitos desses poemas. A poesia é um vale-tudo de acaso e rigor. E Ronaldo celebra a visualidade. Alarga o campo da linguagem poética, já que a invenção, descartando estradas prontas e sinalizadas, com um posto de vigilância literária a cada cinco ou dez quilômetros, abre picadas pelo meio do mato. Com isso, não estou querendo dizer que só o visual conte, o que seria descambar pelo provincianismo carente de imaginação que caracterizou a minúscula aventura do “poema-processo”. O que desejo sublinhar é que a poesia de Ronaldo não admite restrições letradas, sendo, antes, uma espécie de radar semiotico registrando sensivelmente sinais de um momento histórico. Vejamos, por exemplo, três trabalhos: 

Velocidade – O poema revela um extraordinário sentido da forma. Um texto concreto-futurista, pelo tema e pela estrutura dinâmica de letras. Realismo de signos: o movimento veloz, decrescente, da coluna de “VV”, vai abrindo espaço para formar, na última linha, a palavra “velocidade”, que confirma, no plano semântico-verbal, o que vemos acontecer visualmente. Ronaldo retém, apreende, o movimento numa rede de signos. Móbile verbal-geométrico.

Enfim, o poema não é “sobre” a velocidade. Ao contrário, consegue representar, no corpo da linguagem, o movimento. 

Em 71, Ronaldo fez um “poemalivro” sem título. A diferença do trabalho reside, já, na forma de sua visualização. Ronaldo interfere no nível pragmático da comunicação, agindo sobre o receptor não apenas por arranjos sintáticos ou semânticos. Abrimos o folheto e lá está uma série de rostos que se repetem sofrendo modificações O primeiro é uma mulher, usando jóias. A cada repetição, as pérolas se espalham sobre o rosto, marcando-o: enfermidade. A cada desenho, acompanhamos a moléstia em sua expansão. Ou seja: a reiteração de rostos introduz o tempo e cria o contexto semântico. Catapérolas (catapora + pérolas), disse alguém. Perfeito. 

Em 73, outro “poemalivro” sem título. Um retângulo preto no centro da capa branca. Impureza no branco. Dentro, folhas semitransparentes, cinzentas, esfumaçadas. Como que poluídas. Fotos que sugerem monturos de lixo. Dez páginas onde a sujeira vai se alastrando. Virando a décima página, o choque visual de uma paisagem colorida. Neste choque, o sentido: a natureza é o inesperado. Susto amável. Os aparentes “monturos” são detalhes em branco e preto da paisagem. Canto ecológico que nos leva por páginas de uma paisagem de computadores alternada com sinais de poluição. Agora, em 76, Ronaldo trouxe mais um trabalho. Um mapa unindo ruas e lugares numa espécie de geografia sentimental. O mapa da vida, lugares onde o poeta andou, com o mar carioca quebrando numa rua paulista que passa por uma praça argentina, etc, etc. Ronaldo descobre o equivalente geográfico do tempo subjetivo, lembrando que cada pessoa possui seu próprio mapa-múndi, pontos distantes que aproxima e articula na dança da memoria. 

E muito mais haveria que falar. Mas fica para outra. Pra encerrar, lembro apenas que Ronaldo produz pouco. Confirma a tese de Paulo Leminski: os criadores são raros e raramente criam. O que é perfeitamente compreensível. Um indivíduo que cria no interior de processos mais ou menos codificados (soneto, conto, romance policial, etc), deve, naturalmente, produzir em maior volume do que o cara que necessita de um processo para cada poema. Ronaldo é um arquiteto de signos muito especial. A planta que utiliza para um trabalho é inútil para a construção de outro. O que permanece, em verdade, é o know-how da criação de processos. É exatamente por este motivo que a invenção é rara, e, não raro, desconcertante. 


Antonio Risério (GAM, Gal. Arte Moderna, 36, fev. 1977) 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Carlos Adriano : he’s reel !

Carlos Adriano : he’s reel !

Décio Pignatari*
“É preciso saber mijar como as cigarras para poder cantar como elas”, disse Apollinaire.

É a tendência (a)normal de viciados e apaixonados por um medium: em todas as partes deste planeta – e até fora dele, quem sabe – há sempre um medium addict, da borduna à net, da arte plumária à instalação bienalesca, do ruído percussivo aos quadrinhos, das inscrições rúnicas a James Joyce, da paleo-iconicidade à tv, ao micro, ao cd-rom. Curioso é que, em plena bolha aurática da revelação de um medium, proliferem posturas, posições e caminhos, segundo o repertório dos “tomados” – que podem ser reduzidos a três grandes raízes, ou radicalidades, como sugeriu Marx: falando em cinema (sem valores hierarquizados):

1. Um medium é um meio de ler, descrever, revelar o mundo. Os viciados desta espécie realizaram grandes obras: Griffith, Stroheim, Chaplin, Renoir, Cukor, Kazan, Truffaut, Altman, Ford, Bergman. É a mais larga faixa dos grandes criadores, a larga porta.

2. Os drogados radicais desta rubrica são criadores metalingüísticos. Aqui, o medium não é simplesmente usado para registro de supostos eventos externos ou estranhos a ele, mas como auto-revelação, como medium revelador do próprio medium, os eventos externos servindo apenas como pretextos e não como textos.

Nesta operação, os criadores estabelecem um isomorfismo entre o medium e os próprios processos das operações mentais, da estrutura dinâmica dos sentimentos pensamentais e dos pensamentos emocionalizados ou emulcionalizados.

Estabelece-se o isomorfismo entre a cabeça deles e o filme-mundo que estão lendo (em verdade, organizando semanticamente): Eisenstein, Dreyer, Peixoto, Welles, Richter, Kubrick, Resnais, Godard, Bogdanovich.

3. Da terceira raiz crescem os grandes criadores metonímicos, dos surpreendentes lances aos pedaços, equilibristas de fio de navalha, entre as duas posições anteriores: Murnau, Wiene, Lang, Clair, Hitchcock, Minnelli, Wise, De Sica, Fellini, Kurosawa, Kinoshita, Imamura, Carné, Wilder.

Carlos Adriano, que realiza obras em extratos (apenas quatro numa década), inscreve-se na Banda 2, a partir de sua Opus 2, A luz das palavras, onde pratica um exercício de estilo – música e montagem – com neon-palavras luzentes e cantantes.

Mas, em Remanescências, é o salto, é o diabo erótico agarrado pela cauda. A obsessão pelos onze fotogramas de Cunha Salles, 1897, gênese mítica do cinema brasileiro, não é simples exercício de aeróbica curto-documental, tipo tema-com-variações, mas uma mesmerizante “reelization” do pensamento fílmico, numa abstração de tresloucada reiteração, tal como as ondas se esbatendo na tela final dos limites mariopeixotanos.
Não são apenas ondas untando o velho madeirame de um trapiche, mas a própria estrutura-processo do pensamento icônico em sua sóbria demasia mnemônica. É Carlos Adriano aprendendo a urinar como as cigarras.

Pronto para cantar com Vassourinha, A voz e o vazio. A escolha em si do incrível pretinho tuberculoso já absorve o sabor do raro e do bizarro. Não houve, nem haverá, quem possa cantar Seu Libório com tão cândida malícia e justeza, ou sonhar com aquela casinha lá na Marambaia (eu estava num bonde aberto, vindo do ginásio Mackenzie, quando vi o ajuntamento à entrada do Araçá: - “Que enterro é esse?” – “É o Vassourinha”).

O filme narra a obra-vida do cantor como escólios de bandagens inscritas numa múmia, em montagens de gazes reticuladamente translúcidas (méritos para o fotobandagista Carlos Reichenbach, enfermeiro do table-top e cirurgião-mor da luz cine-informada). Estamos diante de scrolls do Mar Morto das doze canções que Vassourinha deixou.

A escritura icônico-hieroglífica de Carlos Adriano é  a decifração da decifração de uma rica tumbinha tutancamônica da MPB. Carlos Adriano: he’s reel !                        


Enviado por fax a Bernardo Vorobow em 7 dezembro 1998, 14h24


publicado na Folha de S. Paulo, Acontece (Ilustrada), pág. 1, 18 abril 1999

[*publicado na internet em 13 de outubro de 2015]

sábado, 18 de fevereiro de 2012

perec


organograma de A arte e a maneira de abordar o seu chefe para pedir um aumento, Georges Perec

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PIERCE d décio


Diz ele, o cadáver: "Mais quinze anos e serei mortuariamente centenário, com todas as honras não concedidas e (dês)graças àquelas literárias semiologia européias, com a cumplicidade americana". Quem decifrou a roseta dos signos e abriu os portais invisíveis daquela região que, primeiro, d'après Teilhard e Monod, chamei de noosfera, e depois, com Lotman, coincidência, semiosfera, viu-sed desapossado do pragmatismo que inventou, pelo barateamento eticomportamentístico de William James, e de sua maior criação, a semiótica, pela verborragia acadêmica européia, emaranhada na semiciência da psicanálise.

Pragmatismo, a realidade paramaterial dos signos e do pensamento em relação à assim chamada realidade objetiva, de impossível existência sem a primeira: novo patamar de conjunção entre objetivo e subjetivo, tortuosamente confundido com uma investigação de resultados: "Por isso, amparado por dois defuntos modernos, Hegel e Darwin, vou continuar morrendo por mais algum tempo, eu, que uni o surto do pensamento às afinidades eletivas do amoroso continuar humano, sedutor projeto de desmaterialização da sedutora matéria. Aí estou, arquivelha cabeça davídica para novas Betsabás da bela ciência, de onde saíram os metavírus sígnicos que ajudarão a explicar o stop-and-go das coisas, particularmente o versículo constituinte de toda matéria informacional: o ícone!". A ridícula circulação do termo ícone para apontar o que antes se rubricava de símbolo só encontra tão grotesco paralelo na deformação teratológica da expressão pragmatismo, fruto da repressão do puritano estamento americano. Ironia: o establishment inglês, que àquele deu nascimento, mutação do empirismo, é o lugar onde se começa a resgatar o cadáver, declarando-o o maior filósofo americano, possivelmente (quando a sua obra completa estiver publicada). E isto de obra completa passa do estranho, quando se sabe que jamais conseguiu publicar um livro em sua longa vida.

Paixão de idéias, não de fé. Requiescat in belo, Pierce. Uma idéia científica, tal como a beleza identificada, idéia sensível, leva à paz e à liberdade; uma fé leva à guerra, ao cerco e ao cerceamento. A semiologia européia não é ciência, é crença, druidismo galo-búlgaro, e está para a semiótica peirciana como a art decó para a Bahuaus. 

"Sim, há uma realidade e o mundo real é governado pela idéias". De qualquer modo, seu corpo está sendo velado pelo seu cachorro favorito, Zola. Rebelaisiano era o seu espírito, e a tudo, julgado como problema, achava necessário dar uma resposta, o que o levou, sempre e sempre, desde a adolescência de ledor de Kant, à lógica, à grande lógica, à mais que lógica, à metalógica, uma lógica perfusiva, irradiante, impregnaste, que confinava e convivia com alogismos, ilogismos, analogismo (telepatia, Svedenborg), pois que o universo e a mente não eram mais do que um vasto relógio relógio, que pulsava a partir de um primeiro olho-d'água, um sentimento,um feeling continuamente escorrente, mais adiante transformando-se em rio, barragem, dínamo, luz elétrica, pura ideagem humana integrada a um suposto exterior inseparável chamado natureza.

Nenhuma novidade aparente neste gerador conflito entre sentimento e pensamento, só que, em sua lógica geral, um é instância do outro o pensamento em nível de argumento – o conceito, o begriff hegeliano – sempre a mergulhar nel fuoco che gli afina, tal como a alma dantesca de Arnaut Daniel no purgatório, no fogo que é sentimento, primeiro ícone, abdução (a lógica da criação de hipóteses) – nenhuma novidade, só que ele lhes deu nomes solidários e dinâmicos, em sua fenomenologia/faneroscopia, nomes, figuras e diagramas que montam a sua grande lógica, chamada Semiótica, em que o sujeito não é o "eu" francês dos insuperáveis ontopsicologismos, mas um outro eu a superar-se sempre, entrando e saindo do objeto, mediador do si e do não si, tradutor sisífico dos seres e das coisas, mesmo quando não gente ou pessoa, de nome Interpretante: o foco está centrado no enigma triádico, não no egotismo. E não hesita nem diante de um deus, suposto interpretaste final.

Pierce não cria neologismo por força de vezos idiossincráticos, mas por urgência e necessidade sígnicas desbravadoras ante a sua descoberta da consciência magna caminhante de todas as coisas, segundo e seguindo o rastro de todos os signos existentes e por existir (descoberta). 

Para Peirce, amor é pensamento.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

novos links

http://www.youtube.com/watch?v=YzEbJdCG4Po

http://poesiaexperiencia.blogspot.com/search/label/augusto%20de%20campos

http://www.casaruibarbosa.gov.br/Expo/acampos/01.htm

http://blip.fm/profile/john_cage/playlist

http://www.youtube.com/watch?v=fktwPGCR7Yw

http://www.youtube.com/watch?v=6KBUIvG8-v0&feature=related

http://www.erratica.com.br/index.php?page=6

http://www.youtube.com/watch?v=4oLeXqOXfks

http://www.otherminds.org/shtml/Poundcd.shtml

sábado, 25 de dezembro de 2010

organizAção dos links

SITES REFERENCIAS:

IMAGENS: http://verbivocovisual.blogspot.com/2010/05/blog-post.html

METALINGWEB
  1. http://wwwwwwwww.jodi.org/betalab/untitled/index.html
  2. http://www.nomuque.net/ – BALALAICA 1979 – http://www.nomuque.net/balalaica/ –   ARTERIAS: http://www.arteria8.net/ http://www.nomuque.net/arteria4/
  3. http://www.imediata.com/BVP/ – brazylvisualpoetry
  4. http://www.fabiofon.com/webartenobrasil/  e http://www.fabiofon.com/blog/index.php?s=julio+plaza 
  5. http://www.finetanks.com/referencia/artigos/codigo.php   ––– htmal, web
  6. http://www.rem.ufpr.br/index.htm – revista eletrônica de musicologia
  7. ANAMORFOSE, para o zero ao cubo: KURT WENNER JOHN PUGH E EDGAR MUELLER & http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&q=anamorfose%20arte%20renascimento&um=1&ie=UTF-8&source=og&sa=N&tab=wi&biw=1090&bih=691
  8. filmografia PUC-SP: http://www4.pucsp.br/videoteca/internas/guias_tematicos/literatura_cinema.html
  9. REVISTA ARS–ECAUSP     http://www.cap.eca.usp.br/ars1.htmhttp://www.cap.eca.usp.br/ars.htm
  10. OMAR KHOURI NOIGANDRES : http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=4674 http://www.faap.br/revista_faap/revista_facom/facom_16/
  11. ARNALDO ANTUNES : http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_artes_eventos.php
  12. REVISTA GALAXIA EDICAO 1: http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/issue/view/88 HAROLDO : http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/issue/view/88/showToc
  13. BLOG: http://gramatologia.blogspot.com/search?q=robert+rauschenberg – PARALELO COM CONFERENCIA SOBRE O NADA
  14. REVISTA TROPICO: sobre a expo Noigandres Tomie ohtake: http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/1355,1.shl
  15. PAULO LEMINSKI : http://verbivocovisual.blogspot.com/2010/05/poema-na-autoria-de-paulo-leminski-em.html
  16. Siichi Nikuni : http://verbivocovisual.blogspot.com/2010/06/seiichi-niikuni.html  
  17. Cid Campos: http://cidcampos.com.br/ 
  18. Elson Froes: EECUMMINGS: http://www.elsonfroes.com.br/ecummingsNS.htm GERTRUDE STEIN E OUTROS: http://www.elsonfroes.com.br/sonora.htm – noigandres: http://www.elsonfroes.com.br/motzelson05.htm
  19. ARTIGOS CAGE AUGUSTO: http://www.dopropriobolso.com.br/index.php?searchword=augusto+campos&ordering=newest&searchphrase=all&limit=0&option=com_search
  20. JULIO PLAZA: www.cap.eca.usp.br/ars2/arteeinteratividade.pdf
  21. REFERENCIAS SITE COM ACASO : http://www.stephendrury.com/Writings/texts/Mode100/Violinpianoframes.html
  22. CIRCUIT BENDING: http://www.youtube.com/watch?v=w6Pbyg_kcEk – MYSPACE: http://www.myspace.com/panetone
  23. PARA OSRELOGIOSRELOGIOS: http://www.pucsp.br/artecidade/site97_99/ac3/artist/moreira_dantas.html    –   http://www.pucsp.br/artecidade/ –VALLAURY:  http://www.stencilbrasil.com.br/textos_2.htm


(AUGUSTO):
http://www.cronopios.com.br/mnemozine/ – Cronópios especial Augusto – entrevista artigos videos http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=1320  – entrevista augusto 1985
http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=3732 – txt atual de augusto
POEMA: – http://www2.uol.com.br/augustodecampos/03_01.htm


(CAGE)
  1. http://www.revistazunai.com/ensaios/daniel_lacerda_johncage.htm  – ensaio, aqui uma seleção de trechos: http://verbivocovisual.blogspot.com/2009/09/links.html
  2. http://www.lastfm.com.br/music/John+Cage/+wiki – BIBLIOGRAFIA terra.com.br
  3. http://unisinos.br/blog/ihu/2009/03/10/john-cage-a-consciencia-do-silencio/
  4. http://www.johncage.org/  –
  5. http://www.johncage.org/autobio/indeterminacy2.html#
  6. JOHN CAGE TRUST: BLOG: http://johncagetrust.blogspot.com/– SITE: http://www.johncage.org/ TEXTOS ALEATORIOS: http://www.johncage.org/autobio/indeterminacy2.html#
  7. biografia: http://www.bard.edu/news/releases/pr/fstory.php?id=1181
  8. JOHN CAGE INFO: http://johncage.info  – http://www.johncage.info/index2.html
  9. http://www.xs4all.nl/~cagecomp/
  10. 4'33'' – http://www.youtube.com/watch?v=GYedTIMAf7E&feature=player_embedded
  11. PIANO PREPARADO: BACANAL: http://www.youtube.com/watch?v=i0BwwF9cLwM&feature=player_embedded NDO: http://www.jeremymillar.org/works-detail.php?wid=217#
  12. CONFERENCIA SOBRE O NADA: http://www.nomuque.net/balalaica/pops/conferencia.html
  13. johnjohnyoko http://www.youtube.com/watch?v=srcn2Y1utwU
  14. SITE OTIMO CAGE: http://academic.brooklyn.cuny.edu/music/dcohen/coremusic/spring2010/cage.html#sni 
THOREAU :
DIARIOS DE THOREAU : http://academic.brooklyn.cuny.edu/music/dcohen/coremusic/spring2010/cage.html#sni
!!!!!!!!!!:
http://academic.brooklyn.cuny.edu/music/dcohen/coremusic/spring2010/cage.html


videos:
LIFE, decio pignatari: http://www.youtube.com/watch?v=q_U0-J3myEs
NOIGANDRES: http://www.youtube.com/watch?v=02gmMaHg61w&feature=player_embedded 
YOUTUBE JOHN CAGE LAST UPDATES: http://www.youtube.com/results?search_type=videos&search_filter=1&search_sort=video_date_uploaded&suggested_categories=10%2C27%2C22&search_query=john+cage

DOWNLOADS
PARTITURA PIANO PREPARADO: http://www.mediafire.com/?1pa27ve8yeww2yh
JC & SUN RA: http://freealbums.blogsome.com/2006/01/15/john-cage-sun-ra-john-cage-meets-sun-ra/
 PDF – seminário sobre tradução intersemiótica http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/imago/site/semiotica/producao/eliane-seminario.pdf
O PULSAR: http://www.mediafire.com/?0ldzzmmwnfy

blogger:
  1. botões de share: http://www.addthis.com/web-button?where=website&type=bm&clickbacks=1&frm=home&bm=tb8&analytics=1&flag=registered
  2. botões de recomende e de online people: http://www.opromo.com/
  3. http://www.ferramentasblog.com 
  4. COMO ABRIR LINK NUMA NOVA ABA: LINK!!!!!!
    < a href="URL DO LINK" target="_blank" > TEXTO < /a >
  5. flash no blogspot : http://www.leandroricardo.com/2008/09/inserindo-animao-flash-no-blogger.html
  6. como fazer um link que corra a pagina ancoras – http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=1297
    Como colocar o botão do Facebook no Blogger – http://www.dicasblogger.com.br/2010/09/como-colocar-o-botao-do-facebook-no.html 
  7.  Aprenda a inserir os posts do seu blog automaticamente no Facebook – http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2010/12/aprenda-inserir-os-posts-do-seu-blog-automaticamente-no-facebook.html
  8. premiere - arquivo youtube – http://forum.forumtec.com.br/lofiversion/index.php?t5482.html


 




SCHOENBERG: http://www.schoenberg.at/index.php?lang=en
VIDEOS: http://www.schoenberg.at/index.php?option=com_content&view=article&id=208&Itemid=648&lang=enhttp://www.youtube.com/watch?v=36NXlEaelAw
canal youtube: http://www.youtube.com/user/ascvideo
RADIO: http://www.schoenberg.at/index2.php?option=com_content&view=article&id=449&Itemid=599

JCdMN
http://guisalla.wordpress.com/2008/07/23/joao-cabral-de-melo-neto-o-engenheiro/ – joao cabral de melo neto

DUCHAMP:
 http://understandingduchamp.com/ 
http://www.understandingduchamp.com/text.html
http://verbivocovisual.blogspot.com/2010/02/marcel-duchamp.html

Joseph Albers:
http://www.albersfoundation.org/Albers.php?inc=Galleries

POUND: Quando a Universidade de Paris estava viva (vamos dizer, nos
tempos de Abelardo), até os debates especializados altamente
técnicos constituíam um espetáculo público. A educação que não
se apoia na vida e nos problemas mais vitais e imediatos de sua
época não é educação; é apenas sufocação e sabotagem.
> POUND, Ezra. A arte
da poesia: ensaios
escolhidos. São Paulo:
Editora Cultrix, 1976,
p. 82.

BIBLIOGRAFIA:
estudo da semiótica:
• pequena estetica – max bense: A informação estética contida num poema ou texto em prosa resulta de uma inovação de natureza estatística, que se traduz para a sensibilidade como uma quantidade maior de imprevisibilidade em relação à ocorrência média ditada pela norma.
Max Bense (citado por Machado, 1993, p. 170)
• o que é semiótica – maria lucia santaella
•  George Landow - Teoria del hipertexto - Barcelona, Paidos 1997

apresentações q fui:
sesc vilamariana - 50803000 - 26/5
http://www.speculum.art.br/novo/?p=3033

fone sesc consolacao – assemble... - 32343000

oferenda musical - teatro sao pedro - 3667-0499
2-3-4-5 de junho
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=10902



PARTE ESCRITA:

Introdução: do que se trata, por que, como se estrutura...

CONSTRUIR UM GLOSSARIO (talvez...)

- DESCREVER OS TRES CAMPOS:
- CONTEUDO TEORICO HISTORICO - livros referencias...
- TECNICA (PLATAFORMA, SUPORTE.. - metodologia
- PROJETOS PESSOAIS, PRODUÇÃO.

LIFE •